História - Revolução Russa de 1917
Revolução Russa de 1917
Introdução
(Rússia antes da revolução - contexto histórico)
No começo do século XX, a
Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois cerca
de 80% da economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).
Os trabalhadores rurais
viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base
do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma
absolutista, ou seja, concentrava todos os poderes em suas mãos, não abrindo
espaço para a democracia ou qualquer outro tipo de participação popular. Mesmo
os trabalhadores urbanos, que desfrutavam dos poucos empregos da insignificante
indústria russa, viviam descontentes com o governo do czar.
No ano de 1905, Nicolau II
mostrou a cara violenta e repressiva do seu governo. No conhecido Domingo
Sangrento, ele mandou seu exército fuzilar milhares de manifestantes.
Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo czar.
Os sovietes
Na década de 1910, teve início
a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança
de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia
e a queda da monarquia.
A Rússia
na Primeira Guerra Mundial
Faltavam alimentos na Rússia
czarista, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo
assim, Nicolau II jogou a Rússia na Grande Guerra. Os gastos com o conflito, os
prejuízos e a ineficiência militar russa nas batalhas, fizeram aumentar muito a
insatisfação popular com o governo. A entrada e participação da Rússia no
conflito foi preponderante para o aumento da vontade popular por uma revolução,
que fosse capaz de mudar totalmente o quadro político e econômico no país.
Greves, manifestações e a
queda da monarquia
As greves de trabalhadores
urbanos e rurais espalharam-se pelo território russo. Muitas vezes, ocorreram
motins dentro do próprio exército russo.

O czar Nicolau II:
absolutismo na Rússia pré-revolução.
As manifestações populares
reivindicavam por democracia, mais empregos, melhores salários e o fim da
monarquia czarista. Em 1917, o governo de Nicolau II foi retirado do poder e
Kerensky assumiu (menchevique) o governo provisório.
Greves, manifestações e a queda da monarquia
As greves de trabalhadores
urbanos e rurais espalharam-se pelo território russo. Muitas vezes, ocorreram
motins dentro do próprio exército russo. As manifestações populares
reivindicavam por democracia, mais empregos, melhores salários e o fim da
monarquia czarista. Em 1917, o governo de Nicolau II foi retirado do poder e
Kerensky assumiu (menchevique) o governo provisório.
Lênin fala aos revolucionários em 1917.
A
Revolução Russa de outubro de 1917
Com Kerensky no poder, pouca coisa havia mudado na
Rússia. Os bolcheviques, liderados por Lênin, organizaram uma nova revolução,
que ocorreu em outubro de 1917. Prometendo paz, terra, pão, liberdade e
trabalho, Lênin assumiu o governo da Rússia e implantou o socialismo. As terras
foram redistribuídas para os trabalhadores do campo, os bancos foram
nacionalizados e as fábricas passaram para as mãos dos trabalhadores. Muitos
integrantes da monarquia, além de seus simpatizantes e opositores ao nascente
regime socialista, foram perseguidos e condenados à morte pelos revolucionários.
Lênin também retirou seu país da Primeira Guerra Mundial,
no ano de 1918. Foi instalado o partido único no país: o PC (Partido
Comunista).

Manifestação de civis e militares na Rússia, em 1917.
A
formação da URSS e as consequências da revolução
Após a revolução, foi
implantada a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Seguiu-se um
período de grande crescimento econômico, principalmente após a NEP (Nova
Política Econômica). A URSS tornou-se uma grande potência econômica e militar.
Mais tarde, rivalizou com os Estados Unidos na chamada Guerra Fria.
Após a revolução, a situação
da população geral e dos trabalhadores pouco mudou no que diz respeito à
democracia. O Partido Comunista reprimiu qualquer manifestação considerada contrária
aos princípios socialistas. A falta de democracia imperou na URSS. Milhares de
opositores foram perseguidos, presos e assassinados pelo governo bolchevique.
O regime totalitário
soviético atuou até mesmo no campo da fé. O Estado Soviético agiu para
enfraquecer o cristianismo e outras religiões, incentivando o ateísmo (nas
escolas, meios de comunicação, locais de trabalho, etc.) e proibindo as
religiões. O pensamento de Marx de que "a religião é o ópio do povo"
foi seguido à risca pelo governo socialista soviético.
Triste situação, que
perdurou durante toda a história da União Soviética, ou seja, de 1922 a 1991.

Bandeira da União das
República Socialistas Soviéticas, que teve sua origem na Revolução Russa de
1917.
Os líderes da União Soviética durante o regime socialista:
- Vladimir Lenin (8 de
novembro de 1917 a 21 de janeiro de 1924).
- Josef Stalin (3 de abril
de 1922 a 5 de março de 1953).
- Nikita Khrushchov (7 de
setembro de 1953 a 14 de outubro de 1964).
- Leonid Brejnev (14 de
outubro de 1964 a 10 de novembro de 1982).
- Iúri Andopov (12 de
novembro de 1982 a 9 de fevereiro de 1984).
- Konstantin Chernenko (13
de fevereiro de 1984 a 10 de março de 1985).
- Mikhail Gorbachev (11 de
março de 1985 a 24 de agosto de 1991).
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