História - Segunda Guerra Mundial
Segunda Guerra Mundial
Principais
causas da Segunda Guerra Mundial
- Podemos considerar que a
principal causa que originou a Segunda Guerra Mundial (1935-1945) foi a ideia
de Hitler de expandir os domínios territoriais da Alemanha e ampliar, desta
forma, a obtenção de poder e recursos materiais (principalmente matérias-primas).
Estes objetivos seriam conquistados, de acordo com as intenções nazistas,
através da guerra. Estes objetivos militaristas e expansionistas também se
faziam presentes, no final da década de 1930, na Itália fascista de Mussolini e
no Japão.
- Como sabemos somente
ideias de governos não são suficientes para causar uma guerra, ainda mais uma
de grandes proporções como foi a Segunda Guerra Mundial. Em 1 de setembro de
1939, Hitler coloca em prática seu plano e invade a Polônia. Inglaterra e
França declaram guerra contra Alemanha, dando início ao maior conflito bélico
de todos os tempos.
- Forte militarização da
Alemanha e da Itália durante a década de 1930. O forte investimento na
indústria bélica tinha como objetivo diminuir a alto nível de desemprego, mas
também colocar em prática os ideais expansionistas nazifascistas. O Japão
também investiu na área militar, pois pretendia conquistar território na Ásia,
através da guerra.
- O sentimento revanchista
na Alemanha nazista com relação a derrota na Primeira Guerra Mundial. Hitler
pretendia desrespeitar o Tratado de Versalhes e reconquistar território
perdidos na Primeira Guerra.

Início da Guerra
O conflito foi dividido em
três fases:
- · As vitórias do Eixo (1939-1941);
- · O equilíbrio das forças (1941-1943);
- · A vitória dos Aliados (1943-1945).
A 2ª Guerra Mundial, se
iniciou com a invasão da Polônia pela Alemanha no dia 1º de setembro de 1939.
Ela terminou com a rendição da Alemanha em 8 de maio de 1945.
No Pacífico, as batalhas
continuariam até a capitulação do Japão em 2 de setembro de 1945.
As principais frentes de
batalha eram formadas pelas:
- · As nações do Eixo (integrado por Alemanha, Itália e Japão);
- · As nações Aliadas (Grã-Bretanha, União Soviética e Estados Unidos).
Vitórias do Eixo
A primeira fase da 2ª Guerra
Mundial ocorreu com a invasão da Polônia pela Alemanha em 1939.
Essa fase foi classificada
como Sitzkrieg, que significa guerra de mentira.
Na tentativa de barrar as
incursões do chanceler alemão Adolf Hitler (1889 - 1945), os governos de França
e Grã-Bretanha impuseram bloqueios econômicos à Alemanha. No entanto, não
chegaram ao conflito direto.
Eficaz no campo de batalha,
a Alemanha realizou em 1940, uma operação em que combinou ataques terrestres,
aéreos e navais para ocupar a Dinamarca. Assim, a Sitzkrieg passou a ser
chamada de Blitzkrieg, que significa guerra relâmpago.
O exército alemão também
tomou a Noruega como forma de salvaguardar a proteção do comércio de aço com a
Suécia e marcar posição contra a Grã-Bretanha. Para tanto, foi ocupado o porto
norueguês de Narvik.
Ainda em 1940, Hitler
ordenou a invasão da Holanda, o que ocorreu em maio daquele ano. A Alemanha
invadiu, ainda, a Bélgica e as tropas francesas e inglesas foram cercadas em
Dunquenque, uma cidade portuária francesa.
Invasão da França

A reação das forças
francesas e inglesas não impediram que o exército alemão rompesse a linha
Maginot e invadisse a França. A linha Maginot era constituída por um sistema de
trincheiras na divisa com a Alemanha.
Como resposta ao ataque, a
França assinou o armistício com a Alemanha e em 14 de junho, Paris foi
declarada cidade aberta.
Dividida em duas áreas, a
França viveria até 1944, o chamado governo de Vichy, sob influência nazista.
Dias antes, a Itália, aliada da Alemanha, declarava guerra à França.
Batalha da Inglaterra
Ainda em 1940, no dia 8 de
agosto, a Alemanha bombardeou as cidades britânicas e o parque industrial
inglês com a Luftwaffe, a força aérea alemã. Assim começou a batalha contra a
Grã-Bretanha, que durou até 27 de setembro.
O exército inglês conseguiu
neutralizar as forças alemãs, principalmente pelas ações da força aérea.
Além do êxito em seu próprio
território, o governo da Grã-Bretanha ordenou incursões em solo alemão. Isto
levou Adolf Hitler adiar os planos de invasão na chamada Operação Leão do Mar.

A despeito do fracasso, a
Alemanha ainda prosseguiu com a missão de isolar a Grã-Bretanha. Em 1941, o
exército de Hitler chegou à Líbia, com objetivo de conquistar o canal de Suez.
Esse período foi marcado
pelo fracasso da Itália na África Central e a adesão ao Eixo pelos governos da
Romênia, Hungria e Bulgária.
Em maio de 1941, foram
ocupadas a Iugoslávia e a Grécia, resultando no esperado isolamento da
Grã-Bretanha.
Equilíbrio de Forças

O chamado equilíbrio das
forças caracteriza a fase intermediária da Segunda Guerra Mundial, 1941.
Esta etapa se inicia com a
invasão da União Soviética, liderada por Stalin, pelos alemães, e termina em
1943, com a capitulação da Itália.
A invasão da União Soviética
é denominada "Operação Barborosa" e tinha como finalidade a conquista
de Leningrado (hoje São Petersburgo), Moscou, Ucrânia e Cáucaso.
A entrada do exército alemão
ocorreu pela Ucrânia e, posteriormente, pela chegada à Leningrado.
Quando as forças de Hitler
chegaram a Moscou, em dezembro de 1941, foram contidas pela contraofensiva do
Exército Vermelho.
Batalhas no Pacífico
Paralelo ao conflito na
Europa, as forças do Japão e dos Estados Unidos tinham as relações
estremecidas.
Em 1941, o Japão invadiu a
Indochina francesa. Como consequência, em novembro daquele ano, os EUA
decretaram o embargo comercial ao Japão, exigindo a desocupação da China e
Indochina.
Em
meio a negociações diplomáticas entre EUA e Japão, o segundo bombardeou a base naval
de Pearl Harbor, no Havaí, e prosseguiu em ofensiva contra a Ásia meridional e
no Pacífico.

Os japoneses invadiram a
Malásia Britânica, o porto de Cingapura, a Birmânia, a Indonésia e as
Filipinas. Além disso, a Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados
Unidos.
No meio da tensão, o Japão
ocupou o porto de Hong Kong e ilhas no Oceano Pacífico que pertenciam à Grã-Bretanha
e aos Estados Unidos.
Até janeiro de 1942, a
ofensiva japonesa resultou na conquista de 4 milhões de quilômetros quadrados e
o comando de uma população de 125 milhões de habitantes.
A cenário geral da Segunda
Guerra Mundial começa a mudar ao final de 1942, quando os Aliados passam a ter
êxito contra os ataques do Eixo. A Batalha de Stalingrado marca essa fase,
alterando o curso do conflito.
O Japão sofre importantes
derrotas no Pacífico, sendo impedido de conquistar a Austrália e o Havaí.
As forças britânicas e
americanas também têm êxito na Líbia e Tunísia. A partir do Norte da África, os
Aliados desembarcam na Sicília e invadem a Itália, em 1943.
Holocausto
O Holocausto foi o
extermínio em massa de cerca de seis milhões de judeus nos campos de
concentração. Foi realizado pelo regime nazista de Adolf Hitler, na Alemanha,
durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O Preconceito contra o Povo judeu
Para os alemães, eles eram
os únicos descentes puros dos arianos (os primitivos indo-europeus), de modo
que Hitler considerava seu povo uma "raça superior". Em seu livro
“Minha Luta” (1925), ele se refere aos alemães como as "melhores espécies
da humanidade".Mesmo antes da guerra, durante os seis primeiros anos do
nazismo (1933 a 1939), Hitler instalou sua ditadura pessoal.
O antissemitismo é o
preconceito contra o grupo étnico dos judeus – os semitas. Ele foi propagado
pelo III Reich por meio de leis, decretos e regulamentos discriminatórios contra
os judeus em toda a Alemanha.
Em 1935, foi assinada por
Hitler a Lei de Nuremberg que criava a segregação imediata do povo judeu.
Entre outras determinações:
- · Proibia os judeus de serem atendidos em hospitais;
- · Os estudantes universitários judeus não podiam mais fazer exames de doutorado;
- · Nenhum judeu podia ser considerado alemão;
- · Eles não podiam trabalhar em qualquer agência governamental;
- · Não era permitido que se relacionassem com os cidadãos.
Campos de Concentração e o Massacre dos Judeus

Campo de Auschwitz, o maior
campo de concentração nazista
Com o desenrolar da Segunda
Guerra Mundial e as derrotas se acumulando, as perseguições aos judeus “seres
inferiores” se acentuaram.
A partir de 1942, numa
conferência realizada em Wansee, na periferia de Berlim, os nazistas adotaram a
“solução final”. Ficou acordado uma diretriz de massacre científico,
principalmente dos judeus.
Já existia na Alemanha e em
outros países, campos de concentração nazista, onde inimigos políticos, judeus
e doentes mentais eram mantidos e muitos eram mortos.
Passou-se então à construção
de campos de extermínio e para lá seriam levados prisioneiros eslavos, ciganos,
religiosos pacifistas e principalmente judeus.
Viviam na Europa cerca de
oito milhões de judeus. A maior comunidade – 3 milhões de pessoas moravam na
Polônia, seguida da Romênia (800 mil) e pela Hungria (400 mil).
Por isso, a maioria dos
campos de extermínio, como Auschwitz-Birkenau, Treblinka e Sobibor, foram
construídos na Polônia.
Para os campos de extermínio
eram deportados prisioneiros de toda a Europa, das regiões invadidas pelos
alemães.

Os deportados acreditavam
que iriam trabalhar para os nazistas. Alguns eram empregados como mão de obra escrava
em empresas alemães, como Bayer, BMW e Telefunken.
Logo na entrada dos campos,
médicos separavam os prisioneiros em duas filas. Velhos, doentes e crianças iam
imediatamente para a morte nas câmaras de gás, onde as placas indicavam
“chuveiros” ou “desinfecção”.
Os corpos seguiam para
fornos crematórios. O médico Josef Mengele, morreu em 1986 no Brasil, onde
morou escondido por muitos anos.
No auge de suas atividades,
Auschwitz exterminava seis mil pessoas por dia nas câmaras de gás ou mesmo pela
fome.
Treblinka na Polônia, Dachau
e Buchenwald na Alemanha, são alguns dos inúmeros campos de concentração que
lembram o horror do regime nazista.
Centenas de prisioneiros
foram utilizados em terríveis “experiências” com novos remédios pelo
laboratório Bayer. Eles pagavam 170 marcos por cabeça e depois dos testes as
cobaias eram exterminadas.
Das vítimas eram retirados
todos os valores, dentes de ouro, óculos e malas. Quando a guerra acabou,
descobriu-se que cerca de seis milhões de judeus, trezentos mil ciganos,
multidões de prisioneiros soviéticos, comunistas, socialistas e pacifistas religiosos
haviam sido massacrados.
Com as ofensivas militares
na Alemanha pelas tropas aliadas, formam encontrados milhares de prisioneiros
nos campos de concentração.
No dia 27 de janeiro de
1945, as forças soviéticas foram as primeiras a chegar ao campo de Auschwitz, o
maior de todos.
Os prisioneiros que
resistiram ao massacre foram libertados. As forças britânicas libertaram 60.000
prisioneiros em Neuengamme e Bergen-Belsen, na Alemanha.

Forças norte-americanas
libertaram mais de 20.000 prisioneiros em Buchenwald, também na Alemanha. O
campo de Najdanek, na Polônia, havia sido incendiado, para esconder as
evidências do extermínio.
Somente após a liberação dos
prisioneiros o mundo tomou conhecimento das atrocidades nazistas. O dia 27 de
janeiro é o "Dia Internacional de Lembrança do Holocausto".
Conheça a história de Anne
Frank, uma das vítimas do holocausto.
Fim da Guerra: vitória dos aliados

O desembarque das tropas
americanas e britânicas nas costas da França foi o começo da liberação do país.
A partir da capitulação da
Itália, a Segunda Guerra Mundial entra na terceira fase, que termina com a
rendição do Japão em 1945.
Na Itália, o governo de
Benito Mussolini (1883-1945) é destituído pelo rei Vítor Emanuel III em julho
de 1943.
No mês de setembro do mesmo
ano, após firmar o armistício com os Aliados, a Itália é retirada do conflito.
Após esse ponto, a Itália
declara guerra à Alemanha em outubro de 1943. Em abril de 1945, após a captura
das forças nazistas na Itália, Mussolini tenta uma fuga para a Suíça, mas
termina por ser fuzilado pela resistência.
O cerco à Alemanha foi
fechado, justamente, com a queda da Itália. Em paralelo, em 1944, os soviéticos
libertaram a Romênia, a Hungria, a Bulgária e a Tcheco-Eslováquia.
Em 6 de junho daquele ano
ocorreu o Dia D. Nesse momento, o exército dos Aliados desembarca na Normandia,
norte da França, resultando no recuo dos alemães e a libertação da França.
Ainda na Europa, o Exército Vermelho
liberta a Polônia em janeiro de 1945, conquista a Alemanha e derrota o III
Reich. Em maio, o conflito termina na Europa.
Do outro lado do mundo, no
Pacífico, os Estados Unidos fecham o cerco contra o Japão e no fim de 1944,
conquistam as ilhas Marshall, Carolinas, Marianas e Filipinas. A Birmânia é
conquistada em 1945 e os EUA ocupam a ilha de Okinawa.
Sob
intenso bombardeio, o Japão sofre a pior ofensiva bélica da Segunda Guerra
Mundial. Em 6 de agosto de 1945, os Estados Unidos jogam uma bomba atômica
sobre Hiroshima.

Em 9 de agosto fazem o mesmo
em Nagasaki. A rendição do Japão é assinada em 2 de setembro de 1945, pondo fim
ao conflito.
O Brasil na Segunda Guerra Mundial

O Brasil só entrou no
conflito ao fim, em 1944, permanecendo em combate durante sete meses.
A participação ficou a cargo
da FEB (Força Expedicionária Brasileira), formada em 9 de agosto de 1943 e
integrada por um contingente de 25.445 soldados. Três mil soldados ficaram
feridos no conflito e 450 morreram.


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